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Inclusão e Participação Cívica nas Cidades Inteligentes

Enfatizar a inclusão e a participação dos cidadãos.

Objetivos de Aprendizagem

  • Compreender os princípios centrais das Cidades Inteligentes 3.0, enfatizando a inclusão e a participação dos cidadãos. 
  • Analisar como a tecnologia pode ser alavancada para tornar as cidades mais acessíveis, inclusivas e centradas nas pessoas. 
  • Explorar o papel da cocriação e da governação participativa no planeamento urbano inteligente. 
  • Aprender a reconhecer e abordar barreiras à participação, como o fosso digital e as desigualdades sociais. 
  • Identificar ferramentas, plataformas e métodos práticos para envolver os cidadãos na definição dos seus ambientes urbanos. 

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INTRODUÇÃO

A Importância da Inclusão e Participação Cívica As Cidades Inteligentes 3.0 representam uma nova geração de desenvolvimento urbano — uma que integra a inovação digital com a dimensão social da vida na cidade. Não é suficiente que uma cidade seja tecnologicamente avançada; deve também ser inclusiva, equitativa e participativa. No centro das Cidades Inteligentes 3.0 está o reconhecimento de que o desenvolvimento urbano deve refletir as necessidades, aspirações e ideias das suas gentes. 

Uma cidade inteligente define-se não apenas pela sua infraestrutura e redes de dados, mas também pela forma como fomenta a colaboração entre instituições, comunidades e cidadãos. De acordo com os Princípios sobre Política Urbana da OCDE, as cidades bem-sucedidas implementam estratégias inclusivas através da governação partilhada, e 8 em cada 11 princípios focam-se diretamente na construção de ambientes urbanos inteligentes, sustentáveis e centrados nas pessoas.  

Este módulo explora o valor da participação cívica e como práticas inclusivas, tecnologia e governação inovadora podem moldar as cidades futuras. Descobrirá como a cocriação melhora os serviços, que métodos participativos existem e porque é que a equidade é chave para uma cidade inteligente funcional. 

1. INOVAÇÃO IMPULSIONADA PELOS CIDADÃOS: COCRIAR SERVIÇOS INTELIGENTES COM A COMUNIDADE

A participação cívica é essencial para o desenvolvimento de serviços urbanos inovadores, resilientes e sustentáveis. A inovação impulsionada pelos cidadãos enfatiza não apenas o uso da tecnologia, mas também o seu design com o contributo direto da comunidade. As Cidades Inteligentes 3.0 permitem que as pessoas moldem o desenvolvimento urbano através da cocriação — trabalhando juntas para definir necessidades, propor ideias e implementar soluções. 

Papéis dos Cidadãos na Cocriação 

  • Exploradores: identificam e definem desafios urbanos existentes e emergentes. 
  • Ideólogos: propõem soluções criativas e centradas no cidadão. 
  • Designers: ajudam a desenvolver e moldar novos serviços e ferramentas. 
  • Difusores: partilham, implementam e escalam ideias bem-sucedidas pelas comunidades. 

A Estrutura da Cocriação 

  • Ecossistema de Inovação: um ambiente colaborativo onde as partes interessadas (ex: cidadãos, empresas, ONGs) interagem em torno de desafios partilhados. 
  • Plataforma de Inovação: um espaço digital ou físico desenhado para a resolução estruturada de problemas e troca de ideias. 

Métodos para a Participação Cívica 

Hackathons
Collaborative events uniting diverse professionals to create solutions over a limited period.

Tecnologia e Edge Computing O edge computing permite que os dados sejam processados mais perto da sua fonte, aumentando a eficiência e a capacidade de resposta. Em cidades inteligentes, isto significa que os dados gerados pelos cidadãos (ex: reportes de tráfego ou monitorização ambiental) podem ser analisados localmente, permitindo: 

  • Designers: ajudam a desenvolver e moldar novos serviços e ferramentas. 
  • Tomada de decisão mais rápida 
  • Menor tráfego de dados 
  • Privacidade e segurança melhoradas 
  • Melhor prestação de serviços 

Repensar Modelos de Participação 

  • Top-down (De cima para baixo): participação liderada pelo governo com controlo centralizado 
  • Bottom-up (De baixo para cima): iniciativas de cidadãos (grassroots) que interagem com instituições 

As Cidades Inteligentes 3.0 integram ambas as abordagens, encorajando o conhecimento local e a coliderança nos processos de desenvolvimento. 

2. INCLUSÃO SOCIAL E EQUIDADE NO PLANEAMENTO DA CIDADE INTELIGENTE

Inclusion ensures that all residents—regardless of background—can contribute to and benefit from urban life. Equity, on the other hand, means creating customized pathways so that everyone has the resources needed to participate equally.

A inclusão garante que todos os residentes — independentemente da origem — possam contribuir e beneficiar da vida urbana. A equidade, por outro lado, significa criar caminhos personalizados para que todos tenham os recursos necessários para participar em pé de igualdade. 

Da Igualdade à Equidade 

  • Igualdade: oferecer os mesmos recursos a todos 
  • Equidade: alocar recursos com base nas necessidades individuais para garantir resultados justos 

Exemplo: Oferecer formação digital a idosos que podem estar menos familiarizados com a tecnologia em comparação com as gerações mais novas. 

Barreiras à Participação 

  1. Tecnológicas: falta de dispositivos, acesso à internet ou competências digitais 
  2. Culturais e Linguísticas: comunidades minoritárias que enfrentam exclusão devido a diferenças linguísticas ou culturais 
  3. Tempo e Carga de Trabalho: disponibilidade limitada entre adultos trabalhadores 
  4. Deficiência: acesso limitado a espaços ou serviços públicos 
  5. Desigualdade de Género: menores competências em TIC e menor representação de mulheres em iniciativas digitais 

Compreender o Fosso Digital (Digital Divide) O fosso digital refere-se ao acesso desigual a ferramentas, plataformas e competências digitais entre diferentes grupos sociais. Fatores contribuintes incluem: 

  • Rendimento e acessibilidade financeira 
  • Nível de educação 
  • Localização geográfica 
  • Normas e estereótipos de género 
  • Confiança e vontade de interagir em espaços digitais 

Soluções para Reduzir o Fosso 

  • Better public service outcomes 
  • Fornecer internet e dispositivos de baixo custo ou gratuitos 
  • Programas de literacia digital 
  • Desenhar plataformas inclusivas, multilingues e acessíveis 
  • Construir confiança na tecnologia através do envolvimento comunitário 

Porque é que a Inclusão Importa O envolvimento inclusivo leva a: 

  • Melhores resultados nos serviços públicos 
  • Cidades mais seguras e acolhedoras 
  • Comunidades mais resilientes 
  • Novas oportunidades económicas e sociais 
  • Representação de vozes marginalizadas no planeamento e inovação 

3. TECNOLOGIA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: DESIGN URBANO ACESSÍVEL

O design da cidade inteligente deve considerar ativamente pessoas com diferentes capacidades físicas, sensoriais e cognitivas. Criar ambientes sem barreiras apoia a independência e garante que todos possam participar plenamente na vida comunitária. 

O que é Tecnologia de Apoio (Assistiva)? As tecnologias de apoio são ferramentas especializadas que melhoram as capacidades das pessoas com deficiência. Vão desde dispositivos digitais a modificações físicas na infraestrutura e são desenhadas para: 

  • Apoiar a mobilidade 
  • Melhorar a comunicação 
  • Facilitar o acesso a serviços 
  • Promover a independência 

Exemplos de Tecnologias de Apoio 

  • Deficiências Visuais: aplicações controladas por voz, leitores de ecrã, bengalas com sensores 
  • Deficiências Motoras: cadeiras de rodas elétricas, rampas, ajudas de navegação guiadas por GPS 
  • Deficiências Auditivas: “hearing loops” (circuitos de indução magnética), software de legendagem em tempo real 
  • Deficiências da Fala: separadores de comunicação, aplicações de assistência por voz, teclados de texto preditivo 

Princípios do Design Universal O design universal garante que os ambientes são inerentemente acessíveis a todas as pessoas. Por exemplo: 

  • Rampas beneficiam utilizadores de cadeira de rodas e pais com carrinhos de bebé 
  • Sinais sonoros ajudam tanto cegos como peões distraídos 
  • As Cidades Inteligentes devem adotar princípios de design inclusivo para remover obstáculos e criar espaços onde todos possam mover-se, interagir e prosperar. 

4. GOVERNAÇÃO PARTICIPATIVA: CIDADÃOS ENVOLVIDOS NA TOMADA DE DECISÃO

Além da participação no planeamento e feedback, as Cidades Inteligentes 3.0 capacitam os cidadãos para serem codecisores através da governação participativa. Isto envolve a criação de plataformas e práticas onde os membros da comunidade têm um papel direto na definição das políticas da cidade. 

Casos de Estudo

The Decidim platform in Barcelona (Spain)
It is a website where residents can vote on various proposals, such as public housing, mobility and priorities, but also submit suggestions for the government. The outcomes have a real impact on money allocation and policies and it is an example of participatory democracy.

Estes exemplos mostram como a governação inteligente pode aproveitar o conhecimento local, apoiar processos democráticos e construir cidades mais responsivas e centradas nas pessoas. 

  • Digital Equity: fair access to digital tools, resources, and training based on individual needs. 
  • Equidade Digital: Acesso justo a ferramentas, recursos e formação digitais com base nas necessidades individuais. 
  • Literacia Digital: A capacidade de usar tecnologias digitais para comunicação, resolução de problemas e criação. 
  • Fosso Digital (Digital Divide): A desigualdade no acesso e uso de tecnologias digitais entre diferentes grupos sociais. 
  • Cocriação: O desenvolvimento colaborativo de soluções por múltiplas partes interessadas, incluindo cidadãos. 
  • Tecnologia de Apoio (Assistiva): Dispositivos ou sistemas que ajudam pessoas com deficiência nas atividades diárias. 

Objetivo: Simular um ambiente de cidade inteligente através de role-play para desenvolver empatia, trabalho em equipa e pensamento orientado para soluções. 

Papéis: 

  1. Funcionários da Cidade – gerem orçamentos e decisões políticas 
  2. Cidadãos – representam diversos interesses da comunidade 
  3. Inovadores Tecnológicos – propõem e implementam soluções baseadas em tecnologia 
  4. Organizações Comunitárias – garantem a representação de grupos vulneráveis 

Cenários a Resolver: 

  • Fosso digital em distritos de baixos rendimentos 
  • Infraestrutura de transportes públicos deficiente 
  • Edifícios da cidade inacessíveis 
  • Poluição urbana e resiliência climática 

Passos: 

  1. Atribuir papéis 
  2. Ler o cenário e o briefing do grupo 
  3. Brainstorm de potenciais soluções em equipas 
  4. Colaborar entre equipas para cocriar propostas partilhadas 
  5. Apresentar as soluções propostas tendo em mente a inclusão, viabilidade e sustentabilidade 

Bónus: Usar ferramentas como Mentimeter ou bots de feedback baseados em IA para simular o contributo dos cidadãos em tempo real. 

 

Quiz 1

Quiz 2

Quiz 3

Manifesto on Citizen Engagement and Inclusive Smart Cities

 https://smart-cities-marketplace.ec.europa.eu/sites/default/files/EIP-SCC%20Manifesto%20on%20Citizen%20Engagement%20%26%20Inclusive%20Smart%20Cities.pdf  

Sustainable Development Goals

https://sdgs.un.org/goals  

UN-Habitat’s People-Centered Smart Cities flagship programme

https://unhabitat.org/programme/people-centred-smart-cities  

Participatory budgeting website

https://www.participatorybudgeting.org/  

Online polling platform

https://www.mentimeter.com/features/live-polling  

AI-driven platform for sustainable urban planning and development

https://www.urbansim.com/  

Advanced software for 3D urban planning

https://www.esri.com/it-it/arcgis/products/arcgis-cityengine/overview  

“Smart Cities in Europe with Alberto Bortolotti”

Unites Citizens of Europe Podcast

https://open.spotify.com/episode/2zfQwlOeohUXO1dZ2m0lbf?si=89eb3525c0c84c3d

Giffinger, R., Fertner, C., Kramar, H., & Meijers, E., Smart Cities Ranking of European Medium-Sized Cities, Vienna, UT: Centre of Regional Science, 2007.

Russo, F., Rindone C., Panuccio,  P., The process of smart city definition at an EU level, The Sustainable City IX, Vol. 2, WIT Transactions on Ecology and the Environment, 2014.

Bvuma, S. (2024). Understanding Citizen Engagement in the Era of Smart Cities. IntechOpen. doi: 10.5772/intechopen.1005673 

Dandamudi, V. (2015). Technology and its Advancements Helping the Differently Abled People. International Journal of Science and Research(IJSR), 34-37.

TalTech, Climate-KIC, UNDP. (2024). “Smarter & Inclusive Cities” Course Materials, 2024 Urban Learning Center.

OECD Centre for Entrepreneurship, SMEs, Regions and Cities. (2018). OECD Principles on Urban Policy. Organisation for Economic Co-operation and Development.

Nambisan, S., & Nambisan, P. (2013). Engaging Citizens in Co-Creation in Public Services: Lessons learned and best practices. IBM Center for the Business of Government.

Davis, T., Fuller, M., Jackson, S., Pittman, J., & Sweet, J. (2007). A national consideration of digital equity. The National Center for Education Statistics Report.

https://eric.ed.gov/?id=ED497214

Covello, S. (2010). A review of digital literacy assessment instruments. Syracuse University, School of Education: Analysis for Human Performance Technology Decisions.

Bruno, G., Esposito, E., Genovese, A., & Gwebu, K. L. (2011). A Critical Analysis of Current Indexes for Digital Divide Measurement. The Information Society, 27(1), 16–28

https://doi.org/10.1080/01972243.2010.5343646

Wendt, O., & Lloyd, L. L. (2011). Definitions, history, and legal aspects of assistive technology. In BRILL eBooks (pp. 1–22).

Definitions, History, and Legal Aspects of Assistive Technology in: Assistive Technology: Principles and Applications for Communication Disorders and Special Education

Bastos, D., Fernández-Caballero, A., Pereira, A., & Rocha, N. P. (2022). Smart City Applications to Promote Citizen Participation in city Management and Governance: A Systematic review. Informatics, 9(4), 89.

Smart City Applications to Promote Citizen Participation in City Management and Governance: A Systematic Review

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